O Maio Laranja é a campanha de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com o 18 de maio como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data lembra o caso Araceli, ocorrido em 1973 em Vitória. Para casas de acolhimento, ONGs da infância, escolas, conselhos e organizações de direitos, é o momento de informar, mobilizar a rede de proteção e incentivar denúncias. Comunicar esse tema exige muito cuidado. Veja como planejar.
Cuidados indispensáveis
- nunca exponha vítimas, nem de forma indireta (iniciais, escola, bairro, detalhes do caso);
- evite imagens que sexualizem ou revitimizem crianças, inclusive ilustrações e encenações;
- não use linguagem sensacionalista;
- informe sempre os canais oficiais: Disque 100, conselho tutelar e, em emergência, 190;
- siga o Estatuto da Criança e do Adolescente e as orientações da rede de proteção local.
Mensagens que ajudam
- Sinais de alerta: mudanças de comportamento que podem indicar violência;
- Como agir: acolher a criança, não duvidar, não confrontar o suspeito sozinho e denunciar;
- Prevenção: educação sobre corpo e limites adequada à idade, segurança na internet;
- Rede de proteção: como funcionam conselho tutelar, CREAS e delegacias especializadas.
Ideias de ações
- capacitação de professores, profissionais de saúde e líderes comunitários;
- materiais para famílias, distribuídos em escolas, UBS e igrejas;
- campanhas com o comércio e o transporte local, com cartazes informativos;
- debates e audiências com o conselho de direitos da criança;
- conteúdo para redes com perguntas e respostas de especialistas.
Parcerias e captação
Empresas e órgãos públicos costumam apoiar ações de capacitação e materiais informativos. Projetos aprovados nos conselhos dos direitos da criança podem receber destinação de Imposto de Renda via FIA. Comunique a campanha também como prestação de contas do trabalho permanente da ONG. Veja doação de IR por pessoa jurídica.
Preparação
- março: parcerias com escolas, prefeitura e empresas;
- abril: materiais revisados por especialistas e alinhados à rede de proteção;
- maio: execução, com canal preparado para receber relatos e encaminhar corretamente.
Prepare a equipe para relatos
Campanhas sobre violência geram relatos e pedidos de ajuda. A equipe precisa saber acolher, registrar o mínimo necessário e encaminhar à rede de proteção, sem investigar por conta própria.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura planeja campanhas sensíveis para organizações da infância, com comunicação segura e alinhada ao ECA. Veja o guia como divulgar uma casa de acolhimento, nossa página de marketing para casas de acolhimento ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.