Divulgar uma casa de acolhimento de crianças e adolescentes exige um cuidado que outras ONGs não precisam ter: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) protege a identidade dos acolhidos, então a comunicação não pode mostrar o rosto, o nome nem detalhes que permitam identificá-los. Mesmo assim, é possível ter redes sociais ativas, campanhas de doação eficientes e boa presença na cidade. O segredo é contar a história da instituição pelas mãos, pelos objetos, pela equipe e pelos voluntários, e não pela exposição das crianças.
O que pode e o que não pode
Antes de qualquer post, alinhe com a coordenação técnica e, se houver dúvida, com a Vara da Infância da comarca. Em geral:
- não pode: rosto, nome, apelido, história pessoal identificável, uniforme de escola, fachada que revele o endereço sigiloso (quando for o caso);
- pode: mãos, pés, silhuetas de costas, desenhos, brinquedos, a cozinha, a horta, a equipe, os voluntários, os doadores e as campanhas.
Essa limitação, bem trabalhada, vira estilo: muitas casas criam uma linguagem visual bonita com detalhes e cores.
Ideias de conteúdo
- Bastidores da rotina: o café da manhã, a hora da lição de casa, a mesa posta para o almoço;
- Equipe e voluntários: educadores, psicólogos, assistentes sociais e voluntários contando por que estão ali;
- O que é acolhimento: muita gente confunde casa de acolhimento com orfanato ou com adoção. Posts explicativos geram compartilhamento e entendimento;
- Necessidades concretas: o que a casa consome por mês, o que falta, o que a doação compra;
- Agradecimentos: empresas, escolas e grupos que ajudaram.
Campanhas que funcionam
- Dia das Crianças e Natal: campanhas de presentes e cartinhas, com cuidado para não expor nomes completos. Veja Natal solidário com cartinhas;
- Volta às aulas: material escolar e mochilas. Veja campanha de material escolar;
- Apadrinhamento afetivo e financeiro: onde houver programa regulamentado na comarca, ele é uma forma forte de vínculo. Veja programa de apadrinhamento;
- Doação pelo IR: o FIA (Fundo da Infância e Adolescência) permite destinar parte do imposto a projetos aprovados no conselho municipal.
Relacionamento com a cidade
Casas de acolhimento dependem muito da rede local: empresas que doam alimentos, profissionais que atendem voluntariamente, escolas, igrejas, clubes de serviço. Uma boa divulgação reconhece publicamente essas parcerias, o que estimula outras empresas a entrar. Apresente a instituição em reuniões de Rotary, Lions e associações comerciais com uma apresentação curta e dados claros.
Site e Google
O site deve explicar o que é acolhimento, como a casa funciona (sem expor endereço sigiloso, se for o caso), como doar e como ser voluntário, inclusive as exigências para voluntariado com crianças. A instituição pode ser elegível ao Google Ad Grants para aparecer em buscas como "doar para crianças em [cidade]".
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura conhece as restrições do ECA e cria comunicação bonita e segura para casas de acolhimento: redes sociais, campanhas de Natal e Dia das Crianças, FIA e Google Ad Grants. Veja nossa página de marketing para casas de acolhimento ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.