Casas de acolhimento de crianças e adolescentes captam recursos por convênios com o poder público, pelo Fundo da Infância e da Adolescência (FIA), por doações de pessoas e empresas, por programas de apadrinhamento e por campanhas de itens. O desafio é fazer isso sem expor as crianças, cuja identidade é protegida pelo ECA, e sem receber em dezembro tudo o que vai faltar em março. Este guia mostra como equilibrar as fontes.
FIA: a fonte com dedução de imposto
Pessoas físicas e empresas que declaram imposto de renda podem destinar parte do imposto devido ao FIA do município, do estado ou nacional. Os conselhos dos direitos da criança e do adolescente repassam esses recursos a projetos aprovados. Para a casa, isso significa:
- ter projeto aprovado no conselho municipal;
- divulgar a possibilidade entre apoiadores e empresas no período da declaração;
- prestar contas com rigor para manter a habilitação.
O guia de doação via FIA detalha as regras.
Apadrinhamento
Programas de apadrinhamento podem ser financeiros (o padrinho contribui todo mês), de prestação de serviços (oferece consultas, aulas, cursos) ou afetivos (convive com a criança, conforme regras da Justiça da Infância). Cada modalidade tem exigências próprias, e a comunicação precisa ser clara sobre o que é possível. Veja o guia de programa de apadrinhamento.
Doação mensal
Para custos que itens não cobrem, como equipe, contas e transporte, a doação mensal em dinheiro é a base mais segura. Mostre esses custos com honestidade: quem doa gosta de saber que está pagando o que de fato falta.
Campanhas de itens bem feitas
- lista atualizada com itens, tamanhos e quantidades;
- o que a casa não consegue receber, para evitar doações que viram problema;
- campanhas distribuídas no ano: volta às aulas, inverno, Dia das Crianças, Natal;
- agradecimento público e foto do que chegou, sem mostrar as crianças.
Empresas
Empresas podem patrocinar reformas, festas, material escolar, cursos para adolescentes e apoiar via FIA. Adolescentes próximos de completar 18 anos precisam de preparação para a vida autônoma, e programas de capacitação e primeiro emprego são uma forma de parceria muito valiosa.
Natal sem exposição
Campanhas de cartinhas são populares, mas exigem cuidado: use apenas primeiro nome ou código, sem foto, e organize a entrega pela equipe. O guia de Natal solidário mostra como fazer.
Regra de ouro da comunicação
Nada de rostos, nomes completos, histórias individuais ou detalhes que permitam identificar uma criança acolhida. Mostre a equipe, os ambientes, as atividades em imagens que não identificam, os desenhos e as conquistas coletivas.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura organiza a captação e a comunicação de casas de acolhimento com diretrizes de imagem seguras. Conheça o serviço de marketing para casas de acolhimento ou peça um diagnóstico gratuito.