ONGs de mulheres e de enfrentamento à violência captam recursos com doadores individuais, editais de fundos e fundações, parcerias com empresas que têm metas de diversidade, venda de formações e campanhas em datas da causa. Como o tema exige proteger as atendidas, a comunicação de captação precisa mostrar o impacto sem expor ninguém. Veja como organizar cada fonte.
Doadores individuais
Uma base de doadoras e doadores mensais dá estabilidade e independência, principalmente quando editais e patrocínios mudam. Campanhas como o Agosto Lilás e os 16 dias de ativismo, de 25 de novembro a 10 de dezembro, atraem atenção; use esses momentos para convidar quem se mobilizou a apoiar todo mês. O guia de programa de doação mensal mostra o passo a passo.
Editais e fundos
Fundos independentes, fundações nacionais e internacionais e institutos empresariais lançam editais para direitos das mulheres, enfrentamento à violência, empreendedorismo feminino e saúde. Para aproveitar:
- mantenha documentação e certidões em dia;
- tenha indicadores de atendimento organizados;
- prepare um projeto-base que possa ser adaptado rapidamente.
O guia de editais de financiamento traz dicas.
Empresas com metas de diversidade
Muitas empresas têm metas de equidade de gênero e ESG e procuram organizações parceiras. Ofereça formas concretas:
- palestras e formações para equipes sobre violência de gênero e assédio;
- campanhas internas de doação;
- programas de empregabilidade para mulheres atendidas;
- patrocínio de projetos específicos, com relatório.
O guia de ESG em pequenas e médias empresas ajuda a entender a linguagem das empresas.
Formações e consultorias
Organizações com experiência acumulada podem cobrar por formações para empresas, escolas e órgãos públicos. É uma receita própria, que fortalece a independência.
Eventos
Rodas de conversa abertas, feiras de empreendedoras, shows e encontros podem gerar receita e novos apoiadores, desde que a organização registre os participantes e os convide depois.
Captar sem expor
- use números de atendimento, e não histórias identificáveis;
- dê voz à equipe e às voluntárias;
- use depoimentos só com consentimento, com anonimização quando necessário;
- nunca divulgue endereços de serviços sigilosos.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura planeja a captação e a comunicação de organizações de mulheres com diretrizes de segurança. Conheça o serviço de marketing para ONGs de mulheres ou peça um diagnóstico gratuito.