A Nota Fiscal Paulista é um programa do governo do estado de São Paulo que gera créditos para quem pede CPF ou CNPJ na nota fiscal em compras de bens e serviços. O que pouca gente explora é a possibilidade de destinar parte desses créditos diretamente para uma organização sem fins lucrativos cadastrada no programa — inclusive quando quem compra é uma empresa.
Como funciona o mecanismo, de forma geral
Ao comprar de estabelecimentos participantes e informar o CPF ou CNPJ, o consumidor acumula créditos vinculados àquela nota. O programa permite que parte desses créditos acumulados seja destinada a uma entidade filantrópica cadastrada, em vez de ser resgatada em dinheiro pelo próprio consumidor. Empresas que compram como consumidoras finais também acumulam créditos e podem direcioná-los da mesma forma.
Como regras, percentuais e prazos do programa podem mudar, o caminho mais seguro é sempre confirmar as condições vigentes diretamente no site oficial da Nota Fiscal Paulista antes de comunicar qualquer número específico aos apoiadores da sua ONG.
O que a ONG precisa fazer para poder receber
Para ser elegível a receber essa destinação, a organização precisa estar cadastrada no programa como entidade beneficiária, o que normalmente exige comprovar que é uma organização sem fins lucrativos regularmente constituída. Sem esse cadastro prévio, nenhum consumidor ou empresa consegue direcionar créditos para ela, mesmo querendo.
Como comunicar isso para empresas parceiras
Esse é um canal de captação que custa zero para quem doa — a empresa não está tirando dinheiro do próprio caixa, está redirecionando um crédito que já existe e que, de outra forma, ficaria parado ou seria resgatado em valor baixo. Isso facilita a conversa com parceiros corporativos: peça que a empresa oriente o setor de compras a informar o CNPJ da própria empresa nas notas fiscais de fornecedores participantes, e a destinar os créditos acumulados para a sua ONG dentro do sistema do programa.
Um canal complementar, não principal
O valor por nota costuma ser pequeno e o processo depende de adesão constante de quem compra — por isso funciona melhor como um canal complementar de captação, somado a outros já em andamento, e não como uma fonte principal de receita.