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E-mail marketing para doadores: o que enviar e com que frequência

Ruptura · 7 min de leitura
Pessoa usando o computador, representando o e-mail marketing de uma ONG para doadores

Redes sociais dependem do algoritmo; o e-mail, não. Quando uma pessoa deixa o endereço de e-mail com a sua organização, você ganha um canal direto que é da ONG, e não de uma plataforma. Ainda assim, muitas organizações só lembram da lista quando precisam pedir dinheiro, e depois se surpreendem com a baixa resposta. E-mail para doadores funciona quando é relacionamento, e não só cobrança.

Quem deve receber

Separe a base em pelo menos três grupos, porque cada um precisa de uma conversa diferente:

  • Doadores mensais: já estão comprometidos; precisam ver o impacto e se sentir parte;
  • Doadores pontuais: doaram uma ou poucas vezes; o objetivo é trazer de volta e, idealmente, convidar para a doação mensal;
  • Interessados: voluntários, quem baixou um material, quem se cadastrou num evento. Ainda não doaram; precisam conhecer a causa antes do pedido.

Lembre-se de que a pessoa precisa ter autorizado o recebimento de comunicações, como explica o artigo sobre LGPD para ONGs.

O que enviar: um calendário simples

  1. Boas-vindas (automático): logo após a primeira doação ou cadastro. Agradeça, conte em poucas linhas quem é a organização e diga o que a pessoa vai receber;
  2. Notícia de impacto (mensal): uma história, um número, uma foto. Sem pedido, ou com um pedido discreto no final;
  3. Campanha (algumas vezes por ano): o pedido direto, com meta e prazo, nas datas fortes como o Dia de Doar e o fim de ano;
  4. Prestação de contas (depois de cada campanha): o que foi arrecadado e o que foi feito;
  5. Datas pessoais (automático): aniversário de doação ("há um ano você começou a apoiar…").

Uma proporção saudável é algo como três e-mails de relacionamento para cada e-mail de pedido.

Como escrever um e-mail que é lido

  • Remetente com nome de pessoa: "Ana, da [ONG]" é aberto com mais frequência do que um nome institucional genérico;
  • Assunto curto e específico: "A Júlia aprendeu a ler" funciona melhor que "Newsletter de outubro";
  • Um assunto por e-mail: uma história, um pedido, um botão;
  • Texto curto, escrito como uma conversa, com parágrafos de duas ou três linhas;
  • Fotos reais, com autorização, e nada de banners pesados que viram spam;
  • Pense no celular: a maioria dos e-mails é aberta no telefone.

Ferramentas

Para começar, uma ferramenta de e-mail marketing com plano gratuito ou de baixo custo resolve, desde que permita segmentar a base, criar automações simples (como as boas-vindas) e oferecer descadastro com um clique. Configure o envio pelo domínio da própria organização e as autenticações técnicas (SPF, DKIM e DMARC) para os e-mails não caírem no spam. Se os contatos estão espalhados em planilhas, vale centralizá-los num CRM integrado ao e-mail. O guia de software gratuito para ONGs traz opções.

Métricas que importam

  • Taxa de abertura: mostra se o remetente e o assunto funcionam;
  • Taxa de cliques: mostra se o conteúdo motivou alguma ação;
  • Doações geradas: o número que importa nas campanhas;
  • Descadastros: um aumento repentino é sinal de frequência alta demais ou conteúdo pouco relevante.

Checklist

  1. Base separada entre doadores mensais, pontuais e interessados;
  2. Consentimento registrado para cada contato;
  3. E-mail de boas-vindas automático;
  4. Notícia de impacto todo mês;
  5. Campanhas nas datas fortes, com meta e prazo;
  6. Prestação de contas depois de cada campanha;
  7. Remetente com nome de pessoa e envio pelo domínio da organização;
  8. Descadastro fácil e métricas revisadas todo mês.

O e-mail é uma das ferramentas mais eficientes para manter os doadores por perto. Para aprofundar essa relação, veja o guia de retenção de doadores.

Para estruturar as automações e as campanhas com apoio profissional, veja o serviço de e-mail marketing para ONGs.

Perguntas frequentes

Com que frequência uma ONG deve enviar e-mails aos doadores?

Uma notícia de impacto por mês, mais as campanhas nas datas fortes do ano, costuma ser um bom equilíbrio. O importante é manter mais e-mails de relacionamento do que de pedido.

Por que os e-mails da ONG caem no spam?

Os motivos mais comuns são o envio por e-mails pessoais ou sem autenticação (SPF, DKIM e DMARC), listas compradas ou sem consentimento e mensagens com muitas imagens e pouco texto.

Posso mandar e-mail para quem só se cadastrou como voluntário?

Pode, se a pessoa autorizou receber comunicações da organização. Para esse público, comece mostrando a causa e o impacto antes de pedir doação.

Quer estruturar a comunicação por e-mail com os doadores da sua ONG?

A Ruptura configura a ferramenta, as automações e o calendário de envios junto com a sua equipe.

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