Voluntariado

Expedicionários da Saúde: cirurgias na Amazônia e o poder das parcerias

Ruptura · 6 min de leitura
Expedicionários da Saúde: cirurgias na Amazônia e o poder das parcerias

Os Expedicionários da Saúde (EDS) são uma organização de profissionais voluntários, criada por médicos de Campinas (SP) e estruturada formalmente em 2003, que leva cirurgias e atendimento especializado a povos indígenas em regiões isoladas da Amazônia. A associação monta centros cirúrgicos móveis em plena floresta, em expedições que duram de dez a vinte dias, realizadas em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena, o Ministério da Defesa, a Funai e lideranças indígenas. Veja como funciona e o que a organização ensina sobre parcerias e comunicação.

Como funcionam as expedições

  • Triagem prévia: uma equipe vai antes aos polos de saúde da região para identificar quem precisa de cirurgia;
  • Hospital móvel: estruturas cirúrgicas montadas em poucos dias, com equipamentos levados por terra, rio e ar, inclusive em voos da Força Aérea;
  • Voluntários especializados: cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e outros profissionais que doam seu tempo;
  • Capacitação local: formação de agentes de saúde das próprias comunidades;
  • Estrutura fixa: em 2021, foi inaugurado um Centro Médico Indígena em São Gabriel da Cachoeira, em prédio cedido pela diocese local.

Segundo a organização, dezenas de milhares de pessoas já foram atendidas e milhares de cirurgias realizadas desde o início.

Parcerias como condição de existência

Um projeto assim não seria possível sem uma rede: governo, Forças Armadas, organizações indígenas, empresas que doam equipamentos e medicamentos, e profissionais voluntários. A EDS é um exemplo de organização que funciona como articuladora, juntando recursos que já existem para resolver um problema que nenhum deles resolveria sozinho.

O que a comunicação da EDS ensina

  1. Histórias extraordinárias, contadas com respeito. Um centro cirúrgico na floresta é uma imagem poderosa. A comunicação precisa respeitar os povos atendidos e seus modos de vida.
  2. Voluntários como embaixadores. Médicos que participam das missões contam a experiência em congressos, entrevistas e redes, levando a causa a outros profissionais.
  3. Números concretos. Cirurgias realizadas, atendimentos, missões: indicadores que todo mundo entende.
  4. Documentário e imprensa. A trajetória já virou filme e reportagens nacionais e internacionais.

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Perguntas frequentes

O que fazem os Expedicionários da Saúde?

Levam cirurgias e atendimento especializado a povos indígenas em regiões isoladas da Amazônia, com centros cirúrgicos móveis.

Quem participa das expedições?

Profissionais de saúde voluntários, como cirurgiões, anestesistas e enfermeiros.

Com quem a EDS faz parceria?

Com a Secretaria Especial de Saúde Indígena, o Ministério da Defesa, a Funai e lideranças indígenas, entre outros.

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