Os Expedicionários da Saúde (EDS) são uma organização de profissionais voluntários, criada por médicos de Campinas (SP) e estruturada formalmente em 2003, que leva cirurgias e atendimento especializado a povos indígenas em regiões isoladas da Amazônia. A associação monta centros cirúrgicos móveis em plena floresta, em expedições que duram de dez a vinte dias, realizadas em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena, o Ministério da Defesa, a Funai e lideranças indígenas. Veja como funciona e o que a organização ensina sobre parcerias e comunicação.
Como funcionam as expedições
- Triagem prévia: uma equipe vai antes aos polos de saúde da região para identificar quem precisa de cirurgia;
- Hospital móvel: estruturas cirúrgicas montadas em poucos dias, com equipamentos levados por terra, rio e ar, inclusive em voos da Força Aérea;
- Voluntários especializados: cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e outros profissionais que doam seu tempo;
- Capacitação local: formação de agentes de saúde das próprias comunidades;
- Estrutura fixa: em 2021, foi inaugurado um Centro Médico Indígena em São Gabriel da Cachoeira, em prédio cedido pela diocese local.
Segundo a organização, dezenas de milhares de pessoas já foram atendidas e milhares de cirurgias realizadas desde o início.
Parcerias como condição de existência
Um projeto assim não seria possível sem uma rede: governo, Forças Armadas, organizações indígenas, empresas que doam equipamentos e medicamentos, e profissionais voluntários. A EDS é um exemplo de organização que funciona como articuladora, juntando recursos que já existem para resolver um problema que nenhum deles resolveria sozinho.
O que a comunicação da EDS ensina
- Histórias extraordinárias, contadas com respeito. Um centro cirúrgico na floresta é uma imagem poderosa. A comunicação precisa respeitar os povos atendidos e seus modos de vida.
- Voluntários como embaixadores. Médicos que participam das missões contam a experiência em congressos, entrevistas e redes, levando a causa a outros profissionais.
- Números concretos. Cirurgias realizadas, atendimentos, missões: indicadores que todo mundo entende.
- Documentário e imprensa. A trajetória já virou filme e reportagens nacionais e internacionais.
Como aplicar na sua ONG
- mapeie parceiros que já têm parte do que você precisa (transporte, espaço, equipamentos). Veja parcerias B2B;
- transforme voluntários especializados em porta-vozes. Veja voluntariado de competências;
- comunique resultados em números simples. Veja como comunicar o impacto.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura ajuda ONGs de saúde e de voluntariado especializado a comunicar resultados, atrair profissionais e conquistar parceiros. Veja o post marketing para ONGs de saúde, nosso serviço de captação de voluntários ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.