O Projeto Tamar é o programa brasileiro de conservação das tartarugas marinhas, criado oficialmente em 1980. Trabalha com pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartaruga marinha que ocorrem no litoral do Brasil, em parceria entre o órgão federal de conservação (hoje o ICMBio) e a Fundação Projeto Tamar, organização sem fins lucrativos. A sede nacional fica na Praia do Forte, na Bahia, uma das três primeiras bases de pesquisa. O Tamar é um dos casos mais estudados de ONG que se sustenta em parte com turismo e venda de produtos. Veja como funciona e o que ensina.
Como o Tamar começou
No fim dos anos 1970, pesquisadores brasileiros perceberam que não havia dados sobre as tartarugas marinhas no país e que elas eram caçadas e tinham seus ovos coletados em várias praias. O projeto foi criado em 1980 e, no fim de 1982, instalou as primeiras bases de pesquisa: Praia do Forte (BA), Pirambu (SE) e Comboios (ES).
Uma decisão foi marcante desde o início: contratar moradores das comunidades costeiras, muitos deles antigos coletores de ovos, para proteger os ninhos. Quem antes tirava a renda das tartarugas passou a ganhar a vida protegendo-as.
O que o Tamar faz hoje
- Pesquisa e monitoramento de áreas de desova e alimentação ao longo da costa e em ilhas oceânicas;
- Proteção de ninhos e soltura de filhotes;
- Educação ambiental com escolas, comunidades e turistas;
- Trabalho com pescadores para reduzir a captura acidental de tartarugas;
- Centros de visitantes abertos ao público em várias cidades litorâneas.
O número de bases citado varia conforme o ano e a fonte, ficando acima de duas dezenas espalhadas por vários estados. Para dados atualizados, consulte o site oficial do Tamar.
Turismo e produtos: uma fonte de renda própria
O Tamar é conhecido por gerar parte dos próprios recursos. Os centros de visitantes cobram ingresso e funcionam como atração turística. As lojas vendem camisetas, bonés e outros produtos com a marca, muitos produzidos por cooperativas de moradores das comunidades. Somam-se patrocínios de empresas, como a parceria histórica com a Petrobras, e projetos financiados por editais e leis de incentivo.
Essa combinação faz da marca Tamar um ativo valioso: a tartaruga do logotipo é reconhecida por milhões de turistas que passaram pelo litoral brasileiro.
O que a comunicação do Tamar ensina
- Um símbolo fácil de amar. A tartaruga marinha é carismática, e o projeto soube transformá-la em marca.
- Experiência que vira lembrança. Ver filhotes indo para o mar é um momento inesquecível. O visitante sai com uma camiseta e uma história para contar.
- A comunidade como parte da solução. Mostrar que moradores trabalham no projeto dá legitimidade e evita a imagem de "gente de fora" impondo regras.
- Produto com propósito. Quem compra sabe que está ajudando. O produto vira mídia ambulante.
Como adaptar para a sua ONG
- Encontre o seu símbolo. Um animal, um objeto, uma cor: algo que represente a causa de forma simples. Veja identidade visual para ONG.
- Crie experiências. Visitas guiadas, dias abertos, oficinas: aproximar o público gera apoio duradouro.
- Venda produtos com história. Camisetas, canecas, artesanato dos atendidos. Explicamos em venda de produtos para gerar renda.
- Envolva quem vive no território. Projetos ambientais ganham força quando a comunidade é parceira, e isso precisa aparecer na comunicação. Veja marketing para ONGs ambientais.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura ajuda ONGs ambientais e de proteção animal a construir marca, divulgar experiências e vender produtos com propósito, além de captar com Google Ad Grants e campanhas. Comece por um diagnóstico gratuito ou veja nosso serviço de branding para ONGs. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.