O Hospital de Amor, de Barretos, no interior de São Paulo, é uma das maiores referências no tratamento do câncer no Brasil. Começou em 1962 como Hospital São Judas Tadeu, fundado pelo médico Paulo Prata e pela médica Scylla Duarte Prata. Hoje é presidido por Henrique Prata, filho dos fundadores, e se apresenta como o maior complexo oncológico 100% gratuito da América Latina, com atendimento pelo SUS e unidades em vários estados. Para manter uma estrutura desse tamanho, o hospital desenvolveu um dos modelos de captação mais diversificados do país. Veja como ele funciona.
De hospital geral a referência em câncer
O Hospital São Judas Tadeu nasceu como hospital geral. Com o tempo, a instituição passou a se dedicar à oncologia e, sob a gestão de Henrique Prata, cresceu até se tornar uma rede, com hospitais, unidades de prevenção e carretas que fazem exames em cidades do interior. O antigo hospital geral passou a se dedicar aos cuidados paliativos. A troca de nome para Hospital de Amor reforçou a marca e o tom humano da comunicação.
Atendimento gratuito, custo alto
Segundo a instituição, o atendimento é integralmente pelo SUS. Como o valor pago pelo sistema público costuma ser menor que o custo real de um tratamento oncológico de alta complexidade, a diferença precisa ser coberta por doações e parcerias. Por isso a captação é parte central da gestão.
Como o Hospital de Amor capta recursos
- Doações de pessoas físicas, incluindo doação mensal;
- Empresas parceiras, com eventos anuais de relacionamento com patrocinadores;
- Leis de incentivo, como os fundos do idoso e da criança e do adolescente, que permitem destinar parte do Imposto de Renda;
- Eventos e leilões, muito ligados à cultura do interior, ao agronegócio e à música sertaneja, que tem tradição em Barretos;
- Parcerias com o poder público para abrir unidades em outros estados.
O que a comunicação do Hospital de Amor ensina
- O nome é a mensagem. "Hospital de Amor" resume o posicionamento: tratamento de qualidade com acolhimento. Um nome que comunica sozinho é um enorme ativo.
- Conexão com a cultura local. O hospital mobiliza o público do agronegócio, das festas de peão e da música sertaneja, que se identifica com a região. Saber onde está o seu público e falar a língua dele é fundamental.
- Gratuidade como argumento. Deixar claro que ninguém paga pelo tratamento mostra ao doador exatamente para onde vai a doação.
- Relatórios anuais robustos. O hospital publica relatórios com números de atendimento e resultados, o que sustenta a confiança de grandes doadores.
Lições para a sua instituição
- Revise o seu nome e a sua assinatura. Às vezes, uma frase curta ao lado do nome já explica o que a instituição faz. Veja nome para ONG.
- Mobilize a cultura da sua região. Festas, tradições e ídolos locais podem virar eventos de captação. Veja leilão beneficente e show beneficente.
- Explique o déficit do SUS. Se a sua instituição atende pelo SUS, mostre ao doador a diferença entre o que o sistema paga e o custo real. É um argumento forte e transparente.
- Use as leis de incentivo. O Fundo do Idoso e o FIA permitem que pessoas e empresas destinem parte do imposto.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura atende hospitais filantrópicos, Santas Casas e casas de apoio com estratégia de captação, campanhas e relatórios. Veja nosso serviço de marketing para hospitais filantrópicos ou comece por um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.