Captação

Hospital de Amor de Barretos: história, como funciona e como capta recursos

Ruptura · 6 min de leitura
Hospital de Amor de Barretos: história, como funciona e como capta recursos

O Hospital de Amor, de Barretos, no interior de São Paulo, é uma das maiores referências no tratamento do câncer no Brasil. Começou em 1962 como Hospital São Judas Tadeu, fundado pelo médico Paulo Prata e pela médica Scylla Duarte Prata. Hoje é presidido por Henrique Prata, filho dos fundadores, e se apresenta como o maior complexo oncológico 100% gratuito da América Latina, com atendimento pelo SUS e unidades em vários estados. Para manter uma estrutura desse tamanho, o hospital desenvolveu um dos modelos de captação mais diversificados do país. Veja como ele funciona.

De hospital geral a referência em câncer

O Hospital São Judas Tadeu nasceu como hospital geral. Com o tempo, a instituição passou a se dedicar à oncologia e, sob a gestão de Henrique Prata, cresceu até se tornar uma rede, com hospitais, unidades de prevenção e carretas que fazem exames em cidades do interior. O antigo hospital geral passou a se dedicar aos cuidados paliativos. A troca de nome para Hospital de Amor reforçou a marca e o tom humano da comunicação.

Atendimento gratuito, custo alto

Segundo a instituição, o atendimento é integralmente pelo SUS. Como o valor pago pelo sistema público costuma ser menor que o custo real de um tratamento oncológico de alta complexidade, a diferença precisa ser coberta por doações e parcerias. Por isso a captação é parte central da gestão.

Como o Hospital de Amor capta recursos

  • Doações de pessoas físicas, incluindo doação mensal;
  • Empresas parceiras, com eventos anuais de relacionamento com patrocinadores;
  • Leis de incentivo, como os fundos do idoso e da criança e do adolescente, que permitem destinar parte do Imposto de Renda;
  • Eventos e leilões, muito ligados à cultura do interior, ao agronegócio e à música sertaneja, que tem tradição em Barretos;
  • Parcerias com o poder público para abrir unidades em outros estados.

O que a comunicação do Hospital de Amor ensina

  1. O nome é a mensagem. "Hospital de Amor" resume o posicionamento: tratamento de qualidade com acolhimento. Um nome que comunica sozinho é um enorme ativo.
  2. Conexão com a cultura local. O hospital mobiliza o público do agronegócio, das festas de peão e da música sertaneja, que se identifica com a região. Saber onde está o seu público e falar a língua dele é fundamental.
  3. Gratuidade como argumento. Deixar claro que ninguém paga pelo tratamento mostra ao doador exatamente para onde vai a doação.
  4. Relatórios anuais robustos. O hospital publica relatórios com números de atendimento e resultados, o que sustenta a confiança de grandes doadores.

Lições para a sua instituição

  • Revise o seu nome e a sua assinatura. Às vezes, uma frase curta ao lado do nome já explica o que a instituição faz. Veja nome para ONG.
  • Mobilize a cultura da sua região. Festas, tradições e ídolos locais podem virar eventos de captação. Veja leilão beneficente e show beneficente.
  • Explique o déficit do SUS. Se a sua instituição atende pelo SUS, mostre ao doador a diferença entre o que o sistema paga e o custo real. É um argumento forte e transparente.
  • Use as leis de incentivo. O Fundo do Idoso e o FIA permitem que pessoas e empresas destinem parte do imposto.

Como a Ruptura ajuda

A Ruptura atende hospitais filantrópicos, Santas Casas e casas de apoio com estratégia de captação, campanhas e relatórios. Veja nosso serviço de marketing para hospitais filantrópicos ou comece por um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.

Perguntas frequentes

Quem fundou o Hospital de Amor?

Os médicos Paulo Prata e Scylla Duarte Prata, em 1962, como Hospital São Judas Tadeu.

O Hospital de Amor é gratuito?

Sim. Segundo a instituição, todo o atendimento é feito pelo SUS, e a diferença de custos é coberta por doações e parcerias.

Como doar para o Hospital de Amor?

Pelos canais oficiais da instituição, com doação única ou mensal, ou destinando parte do Imposto de Renda aos fundos indicados por ela.

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