Para divulgar uma ONG LGBTQIA+, a comunicação precisa equilibrar visibilidade e proteção: mostrar a causa com orgulho e, ao mesmo tempo, cuidar da segurança das pessoas atendidas e da equipe diante de ataques online. O que mais funciona é conteúdo útil sobre direitos e serviços, protagonismo das próprias pessoas LGBTQIA+, planejamento para o mês do Orgulho (e para o resto do ano) e parcerias com empresas comprometidas com diversidade de forma consistente. Veja como fazer.
Segurança e consentimento
- nem toda pessoa atendida é assumida para a família, o trabalho ou a comunidade. Nunca publique imagens ou histórias sem consentimento explícito;
- tenha cuidado especial com adolescentes e com pessoas trans em processo de retificação de nome;
- prepare a equipe para ataques nas redes: regras de moderação, bloqueio de perfis abusivos, registro de ameaças e orientação jurídica;
- não divulgue endereços de casas de acolhida.
Conteúdo que serve à comunidade
- como retificar nome e gênero em cartório;
- onde há atendimento de saúde especializado, como ambulatórios trans, na sua região;
- como denunciar LGBTfobia, que é crime no Brasil desde a decisão do STF de 2019;
- empregabilidade, cursos e vagas;
- histórias de vida contadas por quem viveu.
Junho é importante, mas não basta
O mês do Orgulho traz atenção da imprensa e de marcas. Planeje com antecedência: pautas, campanhas de doação, parcerias e eventos. Mas cuidado com marcas que só aparecem em junho. Prefira parceiros que mantenham o compromisso o ano todo. Outras datas:
- 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans;
- 17 de maio, Dia Internacional contra a LGBTfobia;
- 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+;
- 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica;
- 23 de setembro, Dia da Visibilidade Bissexual.
Empresas e diversidade
Empresas com programas de diversidade procuram ONGs para palestras, recrutamento de pessoas trans e LGBTQIA+, capacitação de lideranças e projetos patrocinados. Apresente uma proposta com escopo, preço (quando for serviço) e indicadores. Veja parcerias B2B para ONGs.
Captação com a própria comunidade
A comunidade LGBTQIA+ e aliados costumam apoiar organizações em que confiam. Festas, shows, drag shows beneficentes e campanhas de financiamento coletivo funcionam bem, assim como a doação mensal. Mostre para onde vai o dinheiro: acolhimento, alimentação, apoio jurídico, cursos.
Google e Ad Grants
Buscas como "acolhimento LGBT em [cidade]" e "como retificar nome trans" mostram que há demanda. Um site com informações claras, contato seguro e o Google Ad Grants podem levar a ONG a quem precisa e a quem quer ajudar.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura trabalha com ONGs LGBTQIA+ com comunicação segura, campanhas para o ano todo, parcerias com empresas e Google Ad Grants. Veja nossa página de marketing para ONGs LGBTQIA+ e o guia como captar recursos, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.