Os Doutores da Alegria são uma associação sem fins lucrativos criada em 1991 pelo ator e palhaço Wellington Nogueira, que leva palhaços profissionais a hospitais públicos para visitar crianças e adolescentes internados. O trabalho é gratuito para os hospitais e mantido por doações de empresas e pessoas físicas, inclusive via leis de incentivo. Hoje a organização atua em São Paulo, Recife e Rio de Janeiro e já soma mais de um milhão de visitas, segundo dados divulgados pela própria ONG. Veja como funciona e o que ela ensina sobre marca e captação.
Como surgiu
Wellington Nogueira conheceu nos Estados Unidos o trabalho de palhaços em hospitais e, ao voltar ao Brasil, começou o projeto em setembro de 1991 em São Paulo. A ideia era levar a arte do palhaço para dentro do ambiente hospitalar, com profissionais preparados para respeitar a rotina médica e o estado de cada criança.
Como funciona
- Duplas fixas: os mesmos palhaços visitam os mesmos hospitais com regularidade, o que cria vínculo com crianças, famílias e equipes de saúde;
- Profissionais, não voluntários: os artistas são remunerados e recebem formação contínua. É uma escolha que garante qualidade e constância;
- Permissão da criança: a visita só acontece se a criança quiser, e a brincadeira é construída a partir dela;
- Formação e espetáculos: a organização também forma artistas e apresenta espetáculos fora dos hospitais.
Como os Doutores da Alegria se mantêm
Como o serviço é gratuito para os hospitais, a sustentação vem de:
- empresas patrocinadoras, inclusive via Lei Rouanet, já que o trabalho tem natureza artística;
- doações de pessoas físicas, únicas e mensais;
- espetáculos, eventos e produtos;
- parcerias institucionais.
Uma marca que todo mundo reconhece
- Nome que é uma mensagem. "Doutores da Alegria" explica a proposta em três palavras e é fácil de lembrar.
- Personagens. Cada palhaço tem nome e personalidade, o que cria afeto e conteúdo.
- Profissionalismo como argumento. Mostrar que os artistas são formados e pagos aumenta a confiança de hospitais e patrocinadores.
- Ocasiões especiais. Ações de Natal e São João nos hospitais geram cobertura da imprensa todos os anos.
O que a sua ONG pode aprender
- Teste o nome da sua ONG: ele comunica o que vocês fazem? Veja nome para ONG e rebranding.
- Profissionalizar não é perder a essência. Pagar quem faz o trabalho principal pode ser o que garante qualidade e continuidade. Veja como profissionalizar uma ONG.
- Use a lei de incentivo certa. Se a sua atividade tem dimensão cultural, a Lei Rouanet pode ser um caminho. Veja Lei Rouanet para ONGs.
- Crie tradições. Uma ação anual reconhecível vira pauta garantida.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura ajuda ONGs a construir marcas fortes e a captar com empresas e pessoas, incluindo projetos incentivados. Veja nosso serviço de branding para ONGs e de marketing para voluntariado hospitalar, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.