Perder o acesso ao Instagram da ONG, seja por invasão, por um voluntário que saiu levando a senha ou por um e-mail antigo que ninguém mais acessa, é mais comum do que parece. Além do prejuízo de comunicação, uma conta invadida pode ser usada para golpes com o nome da organização. Veja o que fazer imediatamente e como evitar que aconteça de novo.
Se a conta foi invadida
- Tente recuperar pelo próprio aplicativo: use a opção de ajuda para entrar e siga o processo de recuperação de conta hackeada da Meta, que pode pedir confirmação por e-mail, telefone ou vídeo;
- Verifique o e-mail cadastrado: a Meta costuma avisar quando o e-mail é trocado, com link para desfazer a alteração;
- Avise o público por outros canais: Facebook, WhatsApp, site e e-mail, alertando para não fazer Pix ou transferências pedidos pela conta invadida;
- Peça para seguidores denunciarem o perfil se ele estiver sendo usado para golpes;
- Registre boletim de ocorrência se houver golpe com o nome da ONG. Veja golpe usando o nome da ONG.
Se alguém saiu levando a senha
Converse com a pessoa e peça a transferência do acesso. Se a conta estiver vinculada a um gerenciador de negócios da Meta controlado pela ONG, é possível remover o acesso da pessoa. Se não estiver, a recuperação depende do e-mail e do telefone cadastrados, por isso eles precisam ser da organização.
Se ninguém sabe a senha nem o e-mail
Tente a recuperação pelo aplicativo com qualquer e-mail ou telefone que possa ter sido usado. Se não funcionar, pode ser necessário criar um novo perfil, avisar os seguidores e pedir a desativação do antigo. Por isso a prevenção é tão importante.
Como evitar
- e-mail institucional como e-mail da conta, nunca o e-mail pessoal de um voluntário. Veja Google Workspace para ONGs;
- autenticação em dois fatores ativada, de preferência com aplicativo autenticador;
- conta vinculada a um portfólio empresarial da Meta em nome da ONG, com pelo menos dois administradores da diretoria;
- gerenciador de senhas compartilhado com a diretoria;
- remoção de acessos sempre que alguém sai da equipe ou do voluntariado;
- cuidado com mensagens falsas de "violação de direitos autorais" ou "selo de verificação", que são golpes comuns.
Proteja também o resto
As mesmas regras valem para Facebook, YouTube, Google (perfil e Ad Grants), domínio do site, e-mail e plataformas de doação. Liste todos os acessos digitais da ONG e quem os controla. Veja LGPD para ONGs.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura organiza os acessos digitais das ONGs que atende, com contas em nome da organização e boas práticas de segurança, além da gestão das redes. Veja nosso serviço de gestão de redes sociais ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.