Captação

Médicos Sem Fronteiras no Brasil: como a organização capta doadores mensais

Ruptura · 6 min de leitura
Médicos Sem Fronteiras no Brasil: como a organização capta doadores mensais

Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados médicos a pessoas afetadas por conflitos, epidemias, desastres e falta de acesso à saúde. No Brasil, MSF começou a atuar em 1991, com um projeto na Amazônia, e hoje mantém um escritório no Rio de Janeiro dedicado a captação de recursos, recrutamento e comunicação. O Brasil se tornou uma fonte importante de doadores para a organização: segundo MSF-Brasil, cerca de 600 mil doadores colaboraram em 2020. Veja como funciona a captação de MSF no país e o que ela ensina a outras ONGs.

O que MSF faz

MSF atua em dezenas de países com equipes médicas, logísticas e de apoio. Os princípios da organização são independência, imparcialidade e neutralidade: o atendimento é oferecido a quem precisa, sem distinção. A independência financeira é parte disso. A maior parte dos recursos vem de doações privadas, de pessoas físicas, justamente para que a organização não dependa de governos.

Como MSF capta no Brasil

  • Doação mensal: quem doa todo mês se torna "Doador Sem Fronteiras" e recebe carteirinha personalizada, newsletter mensal, revista e relatório anual;
  • Captação face a face: equipes de captadores nas ruas de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte apresentam a organização e convidam pessoas a se tornarem doadoras;
  • Doação online e por telefone, com campanhas digitais em momentos de emergência;
  • Empresas e grupos de apoiadores, que fazem doações e ações com funcionários;
  • Legados, doações por testamento.

Por que o modelo funciona

  1. Foco no doador mensal. A doação recorrente dá previsibilidade, e a organização investe para manter cada doador por anos.
  2. Relacionamento contínuo. Newsletter, revista, relatório: o doador recebe notícias do que ajudou a fazer, mesmo quando não há emergência.
  3. Identidade de pertencimento. O nome "Doador Sem Fronteiras" e a carteirinha fazem o apoiador se sentir parte da organização.
  4. Testemunho direto. Profissionais que atuaram em missões contam o que viram, inclusive brasileiros. A comunicação se baseia em relatos de quem esteve lá.
  5. Transparência. Relatórios mostram quanto vai para os projetos e quanto vai para captação e administração.

O que a sua ONG pode aplicar

  • Crie um programa de doação mensal com nome. "Amigos da ONG", "Padrinhos", "Guardiões": um nome e pequenos benefícios aumentam o vínculo. Veja programa de doação mensal.
  • Mantenha o doador informado. Uma newsletter mensal simples já faz diferença. Veja newsletter para ONGs.
  • Teste a captação presencial. Em feiras, eventos e pontos de grande circulação, uma boa conversa converte doadores mensais. Explicamos em captação face a face.
  • Dê voz a quem está na linha de frente. Educadores, cuidadores e voluntários são testemunhas valiosas.
  • Meça a retenção. Quantos doadores continuam depois de 12 meses? Veja nosso guia de retenção de doadores.

Como a Ruptura ajuda

A Ruptura estrutura programas de doação recorrente para ONGs, com página de doação, régua de relacionamento e campanhas de aquisição. Conheça nosso serviço de programa de doação recorrente ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.

Perguntas frequentes

Desde quando MSF atua no Brasil?

Desde 1991, quando começou um projeto na Amazônia. Hoje mantém escritório no Rio de Janeiro para captação, recrutamento e comunicação.

O que é o Doador Sem Fronteiras?

É o nome dado a quem doa todo mês para MSF-Brasil, com benefícios como carteirinha, newsletter, revista e relatório anual.

Por que MSF depende de doações privadas?

Para manter independência de governos, a organização busca que a maior parte dos recursos venha de pessoas físicas.

Quer montar um programa de doação mensal?

A Ruptura começa com um diagnóstico gratuito da comunicação e da captação da sua organização.

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