Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional que leva cuidados médicos a pessoas afetadas por conflitos, epidemias, desastres e falta de acesso à saúde. No Brasil, MSF começou a atuar em 1991, com um projeto na Amazônia, e hoje mantém um escritório no Rio de Janeiro dedicado a captação de recursos, recrutamento e comunicação. O Brasil se tornou uma fonte importante de doadores para a organização: segundo MSF-Brasil, cerca de 600 mil doadores colaboraram em 2020. Veja como funciona a captação de MSF no país e o que ela ensina a outras ONGs.
O que MSF faz
MSF atua em dezenas de países com equipes médicas, logísticas e de apoio. Os princípios da organização são independência, imparcialidade e neutralidade: o atendimento é oferecido a quem precisa, sem distinção. A independência financeira é parte disso. A maior parte dos recursos vem de doações privadas, de pessoas físicas, justamente para que a organização não dependa de governos.
Como MSF capta no Brasil
- Doação mensal: quem doa todo mês se torna "Doador Sem Fronteiras" e recebe carteirinha personalizada, newsletter mensal, revista e relatório anual;
- Captação face a face: equipes de captadores nas ruas de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte apresentam a organização e convidam pessoas a se tornarem doadoras;
- Doação online e por telefone, com campanhas digitais em momentos de emergência;
- Empresas e grupos de apoiadores, que fazem doações e ações com funcionários;
- Legados, doações por testamento.
Por que o modelo funciona
- Foco no doador mensal. A doação recorrente dá previsibilidade, e a organização investe para manter cada doador por anos.
- Relacionamento contínuo. Newsletter, revista, relatório: o doador recebe notícias do que ajudou a fazer, mesmo quando não há emergência.
- Identidade de pertencimento. O nome "Doador Sem Fronteiras" e a carteirinha fazem o apoiador se sentir parte da organização.
- Testemunho direto. Profissionais que atuaram em missões contam o que viram, inclusive brasileiros. A comunicação se baseia em relatos de quem esteve lá.
- Transparência. Relatórios mostram quanto vai para os projetos e quanto vai para captação e administração.
O que a sua ONG pode aplicar
- Crie um programa de doação mensal com nome. "Amigos da ONG", "Padrinhos", "Guardiões": um nome e pequenos benefícios aumentam o vínculo. Veja programa de doação mensal.
- Mantenha o doador informado. Uma newsletter mensal simples já faz diferença. Veja newsletter para ONGs.
- Teste a captação presencial. Em feiras, eventos e pontos de grande circulação, uma boa conversa converte doadores mensais. Explicamos em captação face a face.
- Dê voz a quem está na linha de frente. Educadores, cuidadores e voluntários são testemunhas valiosas.
- Meça a retenção. Quantos doadores continuam depois de 12 meses? Veja nosso guia de retenção de doadores.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura estrutura programas de doação recorrente para ONGs, com página de doação, régua de relacionamento e campanhas de aquisição. Conheça nosso serviço de programa de doação recorrente ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.