Para divulgar uma ONG de mulheres, seja de enfrentamento à violência, empreendedorismo, saúde ou direitos, a comunicação precisa fazer duas coisas ao mesmo tempo: chegar às mulheres que precisam do serviço (muitas vezes de forma discreta e segura) e mobilizar apoiadores, empresas e poder público. O que mais funciona é informação útil, histórias contadas com consentimento e protagonismo, datas bem planejadas e parcerias com empresas que têm compromisso com equidade. Veja um passo a passo.
Segurança vem antes de alcance
Se a ONG atende mulheres em situação de violência, cada peça de comunicação deve ser pensada para não colocar ninguém em risco:
- nunca exponha rosto, nome ou local de atendidas sem consentimento informado e avaliação de risco;
- não divulgue endereços de casas-abrigo;
- em conteúdos de ajuda, lembre que o celular pode ser monitorado pelo agressor, e indique canais oficiais como o Ligue 180 e o 190 em emergência;
- tenha um protocolo para mensagens recebidas pelas redes, com resposta rápida e encaminhamento seguro.
Conteúdo que informa e fortalece
- Direitos: o que é a Lei Maria da Penha, tipos de violência, como pedir medida protetiva, onde buscar ajuda na sua cidade;
- Autonomia: cursos, empreendedorismo, empregabilidade, educação financeira;
- Histórias de transformação: contadas pelas próprias mulheres, quando elas quiserem e como quiserem;
- Bastidores: a equipe, as voluntárias, as oficinas, a rede de parceiras.
Datas para planejar com antecedência
- 8 de março, Dia Internacional da Mulher;
- Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, ligado ao aniversário da Lei Maria da Penha (7 de agosto);
- 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e os 16 dias de ativismo que seguem;
- Outubro Rosa, se a ONG atua com saúde.
Nessas datas, imprensa, empresas e órgãos públicos procuram organizações para falar sobre o tema. Tenha porta-vozes preparadas e dados próprios.
Empresas e equidade
Muitas empresas têm metas de diversidade e de ESG e procuram parceiras para programas de empregabilidade feminina, combate ao assédio e apoio a colaboradoras. A ONG pode oferecer palestras, capacitações e projetos patrocinados. Apresente números, metodologia e possibilidade de envolvimento das colaboradoras da empresa. Veja parcerias B2B para ONGs e RSE e ESG em pequenas e médias empresas.
Site, Google e Ad Grants
Mulheres pesquisam "onde denunciar violência doméstica em [cidade]", "curso gratuito para mulheres" e "como sair de um relacionamento abusivo". Um site com conteúdo claro, botão de saída rápida nas páginas sensíveis e o Google Ad Grants podem levar ajuda a quem precisa e, ao mesmo tempo, trazer voluntárias e doadores.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura cria comunicação segura e eficiente para ONGs de mulheres, com conteúdo, campanhas de datas, parcerias com empresas e Google Ad Grants. Veja nossa página de marketing para ONGs de mulheres e o guia como captar recursos para ONG de mulheres, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.