Para divulgar uma ONG de saúde mental, a comunicação precisa ser, antes de tudo, segura: falar de sofrimento psíquico, suicídio e transtornos exige seguir boas práticas para não causar dano. Bem feita, ela combate o estigma, aproxima quem precisa de ajuda e mostra o valor do trabalho da organização para doadores e empresas. Veja como estruturar uma divulgação responsável e eficiente.
Boas práticas obrigatórias
- Sobre suicídio: siga as recomendações da OMS para comunicação: não descreva métodos, não romantize, não use a palavra "epidemia" de forma sensacionalista e sempre indique onde buscar ajuda, como o CVV (188) e o SAMU (192) em emergência;
- Linguagem: "pessoa com depressão", e não "depressivo"; evite termos como "louco", "surtado" ou diagnósticos como adjetivos;
- Sem promessas: nada de "cure a ansiedade em 7 dias";
- Avisos de conteúdo em posts sobre temas sensíveis.
Conteúdo que acolhe e informa
- sinais de alerta e como conversar com alguém que está sofrendo;
- como funciona a rede pública (CAPS, UBS) e onde buscar atendimento gratuito na sua cidade;
- autocuidado e saúde mental no trabalho, na escola e na maternidade;
- depoimentos de pessoas em recuperação que escolheram falar, com consentimento;
- perguntas respondidas pelos psicólogos da organização.
Datas para planejar
- Janeiro Branco, campanha de saúde mental no início do ano;
- Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, com o 10 de setembro como Dia Mundial;
- 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental;
- 18 de maio, Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
Nessas datas, escolas e empresas procuram palestrantes. É uma ótima oportunidade de gerar renda e parcerias, desde que a ONG tenha uma proposta clara.
Empresas: saúde mental no trabalho
Empresas estão mais atentas ao tema, inclusive por causa da atualização da NR-1, que passou a incluir riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Uma ONG pode oferecer palestras, rodas de conversa, programas de escuta e capacitação de lideranças. Uma página específica para empresas e presença no LinkedIn ajudam a gerar essas parcerias.
Atendimento às mensagens
Pessoas em sofrimento vão escrever nas redes. Tenha um protocolo: resposta acolhedora, orientação para canais de emergência quando houver risco, encaminhamento para o serviço da ONG ou para a rede pública. Nunca deixe mensagens sem resposta por dias.
Google e site
Buscas como "psicólogo gratuito em [cidade]" e "atendimento psicológico social" são muito comuns. Um site com informações claras sobre quem pode ser atendido, como se inscrever e valores sociais, se houver, ajuda muito. O Google Ad Grants pode ampliar o alcance, mas atenção: o Google não aceita no programa organizações de saúde que prestam atendimento clínico, e anúncios de saúde têm regras próprias. Veja quem pode ter Google Ad Grants.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura cria comunicação responsável para ONGs de saúde mental, com conteúdo seguro, campanhas de Janeiro Branco e Setembro Amarelo, parcerias com empresas e, quando a organização é elegível, Google Ad Grants. Veja nossa página de marketing para ONGs de saúde mental e o guia como captar recursos, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.