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Como divulgar uma ONG de saúde mental de forma segura e responsável

Ruptura · 6 min de leitura
Como divulgar uma ONG de saúde mental de forma segura e responsável

Para divulgar uma ONG de saúde mental, a comunicação precisa ser, antes de tudo, segura: falar de sofrimento psíquico, suicídio e transtornos exige seguir boas práticas para não causar dano. Bem feita, ela combate o estigma, aproxima quem precisa de ajuda e mostra o valor do trabalho da organização para doadores e empresas. Veja como estruturar uma divulgação responsável e eficiente.

Boas práticas obrigatórias

  • Sobre suicídio: siga as recomendações da OMS para comunicação: não descreva métodos, não romantize, não use a palavra "epidemia" de forma sensacionalista e sempre indique onde buscar ajuda, como o CVV (188) e o SAMU (192) em emergência;
  • Linguagem: "pessoa com depressão", e não "depressivo"; evite termos como "louco", "surtado" ou diagnósticos como adjetivos;
  • Sem promessas: nada de "cure a ansiedade em 7 dias";
  • Avisos de conteúdo em posts sobre temas sensíveis.

Conteúdo que acolhe e informa

  • sinais de alerta e como conversar com alguém que está sofrendo;
  • como funciona a rede pública (CAPS, UBS) e onde buscar atendimento gratuito na sua cidade;
  • autocuidado e saúde mental no trabalho, na escola e na maternidade;
  • depoimentos de pessoas em recuperação que escolheram falar, com consentimento;
  • perguntas respondidas pelos psicólogos da organização.

Datas para planejar

  • Janeiro Branco, campanha de saúde mental no início do ano;
  • Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, com o 10 de setembro como Dia Mundial;
  • 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental;
  • 18 de maio, Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Nessas datas, escolas e empresas procuram palestrantes. É uma ótima oportunidade de gerar renda e parcerias, desde que a ONG tenha uma proposta clara.

Empresas: saúde mental no trabalho

Empresas estão mais atentas ao tema, inclusive por causa da atualização da NR-1, que passou a incluir riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Uma ONG pode oferecer palestras, rodas de conversa, programas de escuta e capacitação de lideranças. Uma página específica para empresas e presença no LinkedIn ajudam a gerar essas parcerias.

Atendimento às mensagens

Pessoas em sofrimento vão escrever nas redes. Tenha um protocolo: resposta acolhedora, orientação para canais de emergência quando houver risco, encaminhamento para o serviço da ONG ou para a rede pública. Nunca deixe mensagens sem resposta por dias.

Google e site

Buscas como "psicólogo gratuito em [cidade]" e "atendimento psicológico social" são muito comuns. Um site com informações claras sobre quem pode ser atendido, como se inscrever e valores sociais, se houver, ajuda muito. O Google Ad Grants pode ampliar o alcance, mas atenção: o Google não aceita no programa organizações de saúde que prestam atendimento clínico, e anúncios de saúde têm regras próprias. Veja quem pode ter Google Ad Grants.

Como a Ruptura ajuda

A Ruptura cria comunicação responsável para ONGs de saúde mental, com conteúdo seguro, campanhas de Janeiro Branco e Setembro Amarelo, parcerias com empresas e, quando a organização é elegível, Google Ad Grants. Veja nossa página de marketing para ONGs de saúde mental e o guia como captar recursos, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.

Perguntas frequentes

Como falar de suicídio nas redes da ONG?

Seguindo as recomendações da OMS: sem descrever métodos, sem romantizar e sempre indicando ajuda, como o CVV (188).

Quais datas uma ONG de saúde mental deve aproveitar?

Janeiro Branco, Setembro Amarelo, 10 de outubro e 18 de maio.

Empresas contratam ONGs de saúde mental?

Sim, para palestras, rodas de conversa e programas de escuta, especialmente com a inclusão de riscos psicossociais na NR-1.

Quer comunicar saúde mental com segurança?

A Ruptura começa com um diagnóstico gratuito da comunicação e da captação da sua organização.

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