A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) é uma instituição filantrópica fundada em 1950 em São Paulo pelo médico ortopedista Renato da Costa Bomfim, em meio a um surto de poliomielite no Brasil. É referência em ortopedia e reabilitação de pessoas com deficiência física. Para o grande público, a AACD é conhecida principalmente pelo Teleton, maratona televisiva exibida pelo SBT desde 1998 para arrecadar doações para a instituição. Veja como a AACD funciona, como o Teleton se tornou uma das campanhas de captação mais conhecidas do país e o que outras ONGs podem aprender com ele.
Como a AACD nasceu
Nos anos 1940 e 1950, a poliomielite deixava milhares de crianças com sequelas motoras. Inspirado em centros de reabilitação que conheceu no exterior, Renato da Costa Bomfim criou uma estrutura parecida no Brasil. A instituição cresceu, ganhou unidades em outros estados e passou a atender também adultos, com hospital ortopédico, centros de reabilitação e oficina ortopédica. Em 2025, completou 75 anos.
O que a AACD faz
- Reabilitação: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e outras terapias para pessoas com deficiência física;
- Hospital ortopédico: cirurgias e tratamentos;
- Oficina ortopédica: produção de órteses, próteses e cadeiras adaptadas;
- Esporte adaptado e inclusão: atividades que vão além do tratamento clínico.
Grande parte dos atendimentos é feita pelo SUS, e a diferença entre o que o sistema público paga e o custo real é coberta por doações e outras fontes, como acontece com muitas instituições filantrópicas de saúde.
O Teleton: uma maratona de solidariedade
O Teleton surgiu no Brasil em 1998, quando Silvio Santos abriu o SBT para a transmissão da campanha. Hebe Camargo foi a primeira madrinha. A fórmula combina horas de programação ao vivo, artistas, apresentadores, histórias de pacientes e um placar com o valor arrecadado, que cria tensão e senso de meta coletiva.
A edição de 2025, a 28ª, celebrou os 75 anos da AACD e voltou ao formato ininterrupto, com meta divulgada de R$ 35 milhões. A abertura daquele ano usou vídeo produzido com inteligência artificial para recriar Silvio Santos, Hebe Camargo e o médico fundador, o que gerou bastante repercussão.
Por que o Teleton funciona
- Meta pública e placar ao vivo. As pessoas doam mais quando veem o progresso e sentem que fazem parte de um esforço coletivo.
- Evento com data marcada. A campanha tem começo, meio e fim. A urgência é real.
- Histórias reais. Pacientes e famílias contam a própria trajetória, e o público vê o resultado do tratamento.
- Famosos como ponte. Artistas atraem audiência e emprestam confiança, mas o protagonismo continua sendo da causa.
- Doação fácil. Telefone, Pix, site: em poucos segundos qualquer pessoa doa.
Como levar a lógica do Teleton para a sua ONG
Poucas organizações terão uma emissora nacional. Mas o formato pode ser adaptado com uma live solidária no Instagram ou no YouTube:
- defina uma meta clara e mostre o progresso em tempo real;
- convide artistas, atletas e comunicadores locais para participações curtas;
- intercale histórias de atendidos, com autorização e cuidado;
- deixe o Pix e o link de doação sempre visíveis;
- agradeça publicamente ao final e preste contas depois. Veja como agradecer doadores.
Também vale pensar em transformar a campanha em evento anual: com o tempo, o público passa a esperar por ela.
Como a Ruptura ajuda
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