A Associação Fernanda Bianchini, em São Paulo, mantém a Cia. Ballet de Cegos, frequentemente descrita como uma companhia única no mundo. A escola foi criada em 1995 pela bailarina e fisioterapeuta Fernanda Bianchini, que desenvolveu um método de ensino de balé clássico para pessoas com deficiência visual. O trabalho ganhou reconhecimento internacional, virou documentário e é um dos exemplos mais emocionantes de como arte e inclusão podem caminhar juntas. Veja como funciona e o que ele ensina sobre comunicação.
Um método que não existia
Ensinar balé, uma arte muito visual, a pessoas cegas exigiu criar uma metodologia própria, baseada no toque, na percepção do corpo e na repetição. Esse método é o coração da associação e o que a diferencia. Ao longo dos anos, a escola passou a atender centenas de alunos de várias idades, a maioria com deficiência visual, e a companhia se apresenta em teatros e eventos.
Visibilidade internacional
A história da associação chegou ao cinema com o documentário "Looking at the Stars" (lançado no Brasil como "Olhando pras Estrelas"), que acompanha bailarinas da companhia. A associação também já inspirou trabalhos na televisão. Esse tipo de visibilidade multiplica o alcance da causa muito além do que a ONG conseguiria sozinha.
O que a comunicação da associação ensina
- O inesperado chama atenção. "Balé para cegos" quebra expectativas e desperta curiosidade imediata. Pense no que a sua ONG faz que surpreende as pessoas.
- A arte é a própria mensagem. Uma apresentação vale mais que qualquer texto: mostra capacidade, beleza e protagonismo.
- Pessoas com deficiência como protagonistas. A comunicação mostra bailarinas e bailarinos, não "beneficiários".
- Parcerias culturais. Teatros, festivais e produtoras ampliam o alcance e abrem portas para patrocínio.
Como aplicar na sua ONG
- Encontre o seu "balé para cegos": o aspecto do trabalho que mais surpreende quem não conhece;
- Mostre o resultado em ação: apresentações, vídeos e eventos abertos. Veja vídeo institucional;
- Busque produções culturais: documentaristas, jornalistas e roteiristas procuram boas histórias;
- Use leis de incentivo à cultura para espetáculos e turnês. Veja Lei Rouanet para ONGs.
Para comunicar a inclusão com respeito, veja também como divulgar uma ONG de pessoas com deficiência.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura ajuda ONGs de inclusão e cultura a contar suas histórias, produzir vídeos e conquistar patrocínio. Veja nossa página de conteúdo audiovisual para ONGs e de marketing para ONGs de pessoas com deficiência, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.