O GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) é uma instituição sem fins lucrativos de São Paulo, fundada em 1991 pelo oncologista pediátrico Antonio Sérgio Petrilli, pelo engenheiro Jacinto Guidolin e pela voluntária Lea Della Casa Mingione. Mantém o Hospital do GRAACC, referência no tratamento do câncer infantojuvenil, sobretudo em casos de maior complexidade, em parceria com a Unifesp. A missão é dar a crianças e adolescentes com câncer todas as chances de cura, com qualidade de vida. O GRAACC também é um dos casos mais conhecidos de captação de recursos no Brasil. Veja como ele funciona e o que dá para aprender.
Como o GRAACC surgiu
A instituição nasceu da união entre medicina, gestão e voluntariado: um médico com experiência em centros de referência no exterior, um engenheiro e uma voluntária. Essa combinação de competências marca a organização até hoje, com padrão técnico de hospital e uma rede grande de apoiadores e voluntários. O vínculo com a Universidade Federal de São Paulo dá ao hospital a base acadêmica de ensino e pesquisa.
O que o GRAACC faz
- Diagnóstico e tratamento do câncer em crianças e adolescentes, com cirurgia, quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea, entre outros;
- Atendimento a casos complexos, muitas vezes encaminhados de outros estados;
- Ensino e pesquisa, em conjunto com a Unifesp;
- Apoio ao paciente e à família durante o tratamento.
Os números de atendimentos variam conforme o ano e o critério de contagem. Para dados atuais, o relatório anual no site oficial é a fonte mais segura.
Como o GRAACC capta recursos
Um hospital de alta complexidade custa caro, e o GRAACC é um exemplo de diversificação de fontes:
- Doação de pessoas físicas, incluindo doação mensal pelo site;
- Grandes campanhas com marcas, como o McDia Feliz, coordenado pelo Instituto Ronald McDonald, em que o GRAACC é uma das instituições beneficiadas;
- Parcerias com empresas em ações de marketing de causa, como produtos com parte da renda revertida;
- Envolvimento de atletas e clubes, como visitas de jogadores e ações com times de futebol;
- Leis de incentivo e doações dedutíveis do Imposto de Renda;
- Atendimentos pelo SUS e convênios, que cobrem parte dos custos.
O que a comunicação do GRAACC ensina
- Esperança, não piedade. A comunicação do GRAACC fala de cura, tratamento e futuro. Crianças aparecem com dignidade, brincando, sorrindo, e não como objetos de compaixão.
- Credibilidade técnica em primeiro plano. A ligação com uma universidade federal e a menção a casos complexos dizem ao doador: o dinheiro vai para um lugar sério.
- Parcerias que trazem audiência. Campanhas com redes de fast-food, clubes e marcas colocam a causa na frente de milhões de pessoas que nunca procurariam o hospital.
- Muitas portas de entrada. Comprar um lanche, doar uma vez, doar todo mês, destinar o IR, ser voluntário: cada pessoa encontra uma forma de ajudar do tamanho que pode.
Lições para a sua ONG
- Revise o tom das suas imagens. Fotos que mostram dignidade e resultado geram mais confiança que imagens de sofrimento. Veja nosso guia de storytelling ético.
- Ofereça mais de uma forma de doar. Pix, cartão recorrente, boleto, imposto de renda. Explicamos as opções em como aumentar as doações online.
- Busque uma campanha com o comércio local. Não precisa ser uma rede nacional: uma padaria, uma pizzaria ou um supermercado da cidade podem reverter parte das vendas de um dia. Veja captação com o comércio local.
- Mostre quem está por trás. Médicos, profissionais e voluntários dão rosto e credibilidade à instituição.
Como a Ruptura ajuda
A Ruptura atende instituições de saúde filantrópicas, casas de apoio e associações de pacientes com estratégia, campanhas e, quando a organização é elegível, Google Ad Grants. Veja nosso trabalho de marketing para casas de apoio a pacientes com câncer e de marketing para hospitais filantrópicos, ou peça um diagnóstico gratuito. Se preferir, fale direto com a gente no WhatsApp e conte o momento da sua organização.